sexta-feira, 6 de março de 2009

Primeiro Dia


Aeroporto em São Paulo

Bom presságio: sorte. Encontrei o banheiro vazio. Quando saí, havia fila de espera.

Cris: Viajei em cima da asa. Lembrei de você. Havia uma faixa cinza pintada de lado a lado. Parecia uma miniatura de pista de decolagem. No centro, três letras: GOA. Goa = Índia = Portugal.

Almoço na Livraria da Travessa

Inveja mata: "meu estômago é uma azeitona". Frase ouvida da mesa ao lado. Proferida por uma moça - magra - como justificativa pela recusa de um suco de manga na hora do almoço. De acordo com ela, era o suco ou o almoço. E eu me esforçando para recusar a sobremesa. Recusei. Mas tive que tomar dois espressos prar compensar. Cafeína, meu único vício!

Happy Hour

Champanharia Ovelha Negra. É, não combina. O nome dou lugar não combina com champagne. Mas o lugar combina bem com o nome. Pequeno. Nenhuma mesa disponível. Impossível reservar uma. Garçom solícito: "Aviso vocês quando alguém pedir a conta, assim vocês já ficam, assim, ali do lado..." Dança das cadeiras.

Jantar

Sushi Leblon e Togu. Deixamos nossos nomes nas respectivas listas de espera. Acabamos jantando no Minimok. Boa opção. Minúsculo, mas bem gostoso. Para encerrar a noite: café e brigadeiro no Colher de Pau.

Saldo do dia: 340 degraus, 1/2 garrafa de chamapagne e 1 brigadeiro.

Galeria de Fotos





Vistas do apartamento da Ana, minha amiga mineira-paulista-carioca. Por que foi mesmo que ela resolveu seu mudar para o RJ?

quinta-feira, 5 de março de 2009

Férias no Rio – Contagem Regressiva - 1

Mala fechada. Passagens na bolsa. Chaves na mão. Muito sono. E o calor continua!

terça-feira, 3 de março de 2009

Férias no Rio – Contagem Regressiva - 2

Nada como se hospedar na casa de uma RP. Já saio de São Paulo com toda a programação definida. Com direito a múltiplas escolhas, descrição do programa e opções de horários...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Férias no Rio - Contagem Regressiva - 3

Sol, calor e praia... Não, praia ainda não. Mas o sol e o calor são pra valer. Estou em fase de 'climatização', me preparando para o ecossistema carioca.

Dois irmãos

Uma história de família. Mais uma. E uma história de Manaus. Sempre. Este foi o segundo livro que li de Hatoum. O primeiro foi “Cinzas do Norte”.

Também em “Dois Irmãos” respira uma família que desaparece. Como a Cidade Flutuante. Como a Manaus daquela época. Nesse sentido, o tempo é elemento essencial.

E, de novo, o autor se vale de um personagem para contar sua história – a história dele, do autor. Com isso, ficamos reféns das impressões do narrador. Enxergamos apenas a superfície. Tentamos desvendar a natureza de cada um, tentamos descobrir. Mas Hatoum é parcimonioso nas revelações e assim mantém o leitor cativo até o final.

Entre os irmãos do título, uma história de ódio. Em todo o livro, não há um só momento de ternura, de amor entre eles. Dizem que entre o amor e o ódio há apenas um passo. Portanto, não devia surpreender uma história de ódio entre dois irmãos. Apesar disso, essa raiva onipresente é angustiante.

Ficha Técnica: “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, Editora Cia. das Letras.

Carnaval em família

Sei que carnaval e família não parecem combinar. Mas, o carnaval, neste ano, só serviu para batizar o feriado. Não vi nem desfile, nem fantasia. Nada de confete e serpentina. Só sossego.
Sei que sossego e família não parecem combinar. Pelo menos, não em minha casa. Somos uma família barulhenta, graças a deus.

Me dei conta de que há muito tempo não passava quatro dias assim, à toa, com todo mundo. Foi ótimo. Engraçado é que me deu uma espécie de nostalgia precoce. Senti falta daquilo que ainda tenho.

Não consegui evitar a sensação de que o tempo passa e transforma tudo. E todos. Destrói para construir e destruir de novo.

Culpa das minhas leituras, talvez. Passei o feriado lendo Milton Hatoum em mais uma história de famílias que desaparecem.

Fiquei um bom tempo debruçada na varanda. Vendo o tempo passar.